SIT São Luís

Encontrados por aí

Anúncio [Topo do Post]

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14/11), 38 linhas de ônibus do transporte coletivo da Grande São Luís amanheceram com a operação 100% paralisada em decorrência de uma greve realizada por motoristas e cobradores.
O movimento grevista ocorre nas empresas Expresso Rei de França, responsável pelo atendimento de 26 linhas urbanas através do Consórcio ViaSL, e Expresso Grapiúna, responsável pelo atendimento de 12 linhas semiurbanas. A paralisação afeta milhares de usuários de aproximadamente 20 bairros, com destaque para a região Cohatrac, onde o grupo de viações opera 8 dos 10 itinerários que realizam a ligação entre o bairro e pontos estratégicos da cidade, como Ipase, Jaracaty, São Francisco, Alemanha, João Paulo e Centro.

A paralisação tem como principal motivação o atraso no pagamento dos salários e benefícios dos rodoviários previstos na convenção coletiva do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), além da demissão em massa de mais de 100 trabalhadores das empresas mencionadas. Há ainda atraso no pagamento de valores referentes à rescisão trabalhista previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Abaixo, confira a relação das linhas afetadas.

Os impactos da greve no cotidiano da cidade
Em meio à paralisação, milhares de usuários das regiões afetadas sofrem com um problema que, embora antigo, tende a permanecer sem solução e evidencia o cenário de criticidade quando falamos da gestão do transporte coletivo na capital maranhense.

Quem depende das linhas operadas pela Expresso Rei de França ou Expresso Grapiúna para se deslocar de casa para o trabalho, faculdade ou escola, teve de optar por alternativas mais caras, como transporte por aplicativo, e, em alguns bairros, aguardar ainda mais tempo por outros itinerários.
A greve ocorre em conjunto com um aumento significativo nas reclamações relacionadas ao descumprimento de horários e à redução da frota operante registradas por usuários nas redes sociais. Há relatos de que linhas como T035 — Residencial Ribeira/Ipase e T081 — Cohatrac/Rodoviária circulam com veículos abaixo do programado.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, informou em publicação nas redes sociais que tem observado as reclamações da população sobre a redução da frota em diversas linhas do sistema urbano. O gestor mencionou que o subsídio concedido às operadoras será proporcional à operação, ou seja, somente receberá 100% do valor subsidiado quem estiver com 100% da frota em circulação.

Em relação à greve, o prefeito não se prolongou, mas afirmou que os estudantes que prestarão a segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) no próximo domingo (16/11) terão corridas por aplicativo de transporte particular pagas pela prefeitura. Os valores serão descontados do repasse que seria destinado às concessionárias do transporte coletivo ludovicense.

Em nota divulgada nas redes sociais, o STTREMA informou que a paralisação dos rodoviários das empresas Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna continuará por tempo indeterminado, e que os veículos só devem voltar a circular após a quitação dos débitos das companhias com seus funcionários. O presidente do sindicato, Marcelo Brito, também declarou nas redes sociais e em entrevistas a jornais locais que não descarta novas paralisações em outras operadoras do Sistema de Transporte da Grande Ilha que também não vêm cumprindo com suas obrigações trabalhistas.

Até o fechamento desta matéria, nem a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), responsável pelo gerenciamento das linhas urbanas de São Luís, nem a Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos do Maranhão (MOB), responsável pelas linhas semiurbanas, se pronunciaram. O Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís também não se manifestou sobre o caso.
Fonte: Transporte em Foco.

Nenhum comentário:

Anúncio [Rodapé do Post]